Câmara de Campo Grande volta dia 18 com professores e médicos eleitos


A Câmara Municipal de Campo Grande, que começa o ano legislativo na próxima quinta-feira (18), terá seis professores – a profissão é a da maioria dos vereadores eleitos em 2020. Na sequência, quatro médicos vão compor a segunda maior bancada, considerando a ocupação deles. Na eleição do ano passado, 17 vereadores não conseguiram ser reeleitos para mais quatro anos.


Entre os professores, dois já eram parlamentares, João Rocha e Valdir Gomes. O primeiro, ex-presidente da Casa de Leis, usa a ocupação em seu nome de urna, enquanto o segundo, não, – ainda assim, pautas vinculadas à área foram levantadas por ele durante seu primeiro mandato.


Os demais completam o grupo neste ano e todos carregam ‘professor’ no nome levado às urnas. Professor Juari, do PSDB, deu aulas no Ensino Médio, segundo o registro de sua candidatura. Do Rede, André Luis Soares da Fonseca, conhecido como Professor André, é servidor público federal. Riverton Francisco de Souza foi eleito como Professor Riverton (DEM). Deu aulas aos estudantes do Ensino Fundamental.


Ronilço Guerreiro (Podemos) inicia o primeiro mandato também. Segundo a biografia, é psicólogo e professor, além de ter fundado o projeto Gibiteca, criada com objetivo de reunir acervo para o público que gosta de quadrinhos e para incentivar a leitura.


São quatro médicos eleitos na Câmara Municipal de Campo Grande. Loester Nunes, conhecido como Dr. Loester, é vereador veterano e foi reeleito em 2020. Jamal Mohamed Salem, Dr. Jamal (MDB), volta à Câmara Municipal neste ano. Ele já foi parlamentar e secretário de Saúde do município. Estreantes na Casa de Leis são Dr. Sandro Benites (Patriota) e Victor Rocha Pires de Oliveira, conhecido como Dr. Victor Rocha (PP), que completam a bancada de médicos.


Otávio Trad, do PSD, foi reeleito. Ele é advogado, assim como Beto Avelar, do mesmo partido, mas eleito pela primeira vez nas eleições deste ano. Willian Maksoud é formado em Direito, segundo a biografia em seu site.


Nos registros de candidaturas, João César Mattogrosso (PSDB) e Coringa (PSD) constam como empresários. Reeleito neste ano, o primeiro vereador citado também é presidente de seu partido em Campo Grande. O segundo vereador já atuou anteriormente, mas não foi reeleito em 2016. Depois, assumiu cargo de subsecretário dos Direitos Humanos na gestão de Marquinhos Trad (PSD), permanecendo até o prazo de desincompatibilização para concorrer às eleições.


Reeleito, Roberto Santana dos Santos, conhecido como Betinho (Republicanos), é formado em Assistência Social, junto com Clodoilson Pires. Apesar deste segundo parlamentar eleito não usar a denominação ‘pastor’ antes de seu nome nas urnas, ele é líder religioso da IECG (Igreja Evangélica Comunidade Global).


Eduardo Lopes Miranda, nas urnas, Edu Miranda (Patriota), também entra na lista dos assistentes da Câmara Municipal. Do Podemos, Zé da Farmácia começa a atuar como vereador neste ano. Em sua biografia consta que ‘sempre teve boa parte da sua vida’ dedicada à rotina comunitária e assistência social. Foi vice-presidente da Associação de Moradores da Moreninhas I e II. Foi sócio proprietário e funcionário de farmácia.


Carlos Augusto Borges, conhecido como Carlão (PSB) e agora presidente da Casa de Leis, atua como líder comunitário desde que chegou na cidade, em 1970. Presidiu a Associação de Moradores do Jardim Campo Verde, viabilizando escola, ceinf, centro comunitário, ampliação de posto de saúde e regularização fundiária de lotes e casas. Hoje, também é empresário.


Colega de mandatos anteriores, o vereador Ayrton Araújo (PT) entrou na política também por meio da atuação comunitária. Já foi presidente de Associação de Moradores e assessor parlamentar do deputado Cabo Almi (PT).


Epaminondas Vicente Silva Neto, conhecido como Papy (SD), e Gilmar da Cruz (Republicanos) foram reeleitos em 2020. Ambos informam em suas biografias formação em Gestão Pública. Mas o segundo vereador é vinculado à bancada evangélica. Começou carreira missionária como pastor de Igreja Universal do Reino de Deus.


Entre os vereadores de Campo Grande, também há servidores, caso de Marcos Tabosa (PDT), funcionário público na área de educação de Campo Grande. Depois, se tornou presidente do Sisem (Sindicato dos Funcionários e Servidores Públicos Municipais de Campo Grande).


Mais votado em 2020, Tiago Vargas (PSD) era policial civil de Mato Grosso do Sul até julho de 2020, mas foi demitido depois de críticas sobre corrupção direcionadas ao Governo do Estado. Também é formado em História.


Delei Pinheiro também é do PSD. Ele retorna à Câmara Municipal neste ano depois de ficar afastado do Legislativo por seis anos. Trabalhou na Secretaria de Assuntos Fundiários como auxiliar de topografia e, em 1992, foi aprovado em concurso, assumindo o cargo de topógrafo na secretaria. Também foi topógrafo na extinta Emha (Empresa Municipal de Habitação) e, em 2002, foi responsável pelo Departamento de Regularização Fundiária.


Do PSL, Alírio Villasanti Romero é coronel da PM (Polícia Militar) e usa o nome da patente na denominação política. Em sua biografia, se apresenta também como escritor, autor do livro Segurança Pública e Qualidade de Vida, palestrante e professor.


Sílvio Pitu foi assessor parlamentar e locutor de rádio. Mais nova entre os 29 e a única mulher, Camila Jara (PT) é estudante de Ciências Sociais da UFMS (Universidade Federal de MS), onde cumpre seu último semestre. É idealizadora do Coletivo Elas Podem, cujo intuito é inspirar mulheres e meninas a serem o que quiserem através do desenvolvimento de suas potencialidades.

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