Vereadores de Campo Grande pedem professores vacinados para retorno das aulas


Durante reunião sobre retorno presencial das aulas presenciais nas escolas da Reme (Rede Municipal de Educação) com a secretária de Educação Elsa Fernandes, nesta terça-feira (9), vereadores defenderam a inclusão de professores e outros profissionais que trabalham em instituições de ensino, na prioridade de vacinação contra o coronavírus.


Com 2 mil servidores da educação (professores e administrativos) no grupo de risco, as escolas estão se preparando para retomar o ensino presencial, mesmo que parcialmente, com compra de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), entre outros. “Não estamos de braços cruzados, esperando a pandemia passar, mas queremos um retorno com segurança e responsabilidade”.


Nos próximos dias, deve ser feita uma reunião entre a Secretaria Municipal de Educação com o Ministério Público, quando será discutida novamente a situação das escolas municipais. “Uma vez que o município é responsável por 100 mil alunos, diferente das escolas particulares, cada uma responsável por si”.


Ponderou, ainda, que os estudantes, principalmente os do 1º ao 9º ano nas instituições municipais, usam o transporte coletivo, somando mais uma questão ao contexto da retomada presencial deste público. Licitações abertas em 2020 para compra de materiais como álcool e máscaras, já estão sendo entregues pelas empresas que venceram as concorrências.


Para a maioria dos parlamentares, voltar as aulas sem imunização do público ‘seria precipitado’. “Os professores têm de estar no grupo prioritário [da vacinação]”, afirmou o vereador Professor Riverton (DEM), eleito para o primeiro mandato. “A discussão é muito ampla, protocolei também na prefeitura a solicitação de inclusão dos professores e administrativos no grupo de risco. Não acredito em uma retomada de forma impensada”, completou o vereador Professor Juari (PSDB).


Nunca recebi tanta mensagem como agora, de professores pedindo programa de saúde mental, porque, assim como os alunos, os professores também não estavam preparados para viver uma pandemia”, disse o vereador Ronilço Guerreiro (Podemos). Dr. Sandro Benites (Patriota) defende o retorno presencial dos alunos. “Se não temos vacina nem para profissional da área de saúde, vai voltar as aulas daqui um ano, dois anos? Sou a favor da volta e com criatividade, mantendo distanciamento, em dias alternados, uso de máscara, álcool”.


Já para Tiago Vargas (PSD), uso de TV e rádio são formas criativas de ensinar no período de pandemia. “Não estão deixando de dar aula por ser deste jeito”. “Não podemos reparar um erro com outro erro”, completou Camila Jara (PT), reforçando pedido à secretaria para compra de tablets e chips com internet para disponibilização aos alunos mais necessitados.


Em novo discurso, a secretária Elsa reforçou que o ensino presencial é, sim, fundamental, sobretudo para os estudantes em fase de alfabetização. “Aula remota não substitui o presencial. Estamos nos preparando para este retorno até 1º de julho”.

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